DOMINGO. DOMINGO. DOMINGO. DOMINGO. DOMINGO. DOMINGO. DOMINGO.

O dia mais importante para uma diletante.

Acordei num ar pouco habitual, pesado. Se tivesse cor… era amarelo baço, como a paisagem para lá do vidro que lacra o meu quarto. As paredes do cubículo, cobertas de roupas, adereços e todo o tipo de bugigangas coloridas não se vêem, talvez até nem existam…. Mas sim, que estou fechada. Sentada na cama-sofá, espreguiço-me: a cabeça contra o grande vidro, os braços a querer parti-lo, as pernas bem abertas, os pés a fugirem-me. De repente, todo o corpo se reúne à minha volta, tranquilamente, e tudo volta a ser o que foi ontem. É só levantar os olhos, e lá está a cozinha embutida recheada com muitas muitas caixas de bijutaria, guloseimas e pequenos brinquedos de todas as cores. A pouca loiça esconde-se lá por trás. Nas minhas costas, Harajuku espera. Tóquio espera. O Japão espera. O mundo espera. Eu espero… que tudo esteja em paz.

e que o meu irmão apareça para poder chorar no seu colo.

 Andreia

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