Rapunzel luxuriosa com trapos muito velhos

Acho que, para o Carnaval deste ano, exagerei… Sim, exagerei!

Depois de uma injecção de um mês inteiro de “Princesa Sofia” na TV em Moçambique (yah!! talvez um dia explique este insólito caso mas é provável que nunca me dê vontade…) disse-me que se queria vestir de princesa… “a da trança”!!! Ainda perguntei se não queria antes uma princesa guerreira. “Nããã! A da trança!” Eu pus-me a fazer … mas a verdade é que no dia a febre já lhe tinha passado e só aguentou o cortejo da escola… depois transformou-se em bruxa, princesa dragão e tudo o que encarquilha a cara… menos numa doce princesa. Eu sei, as fotos desmentem-me. Acreditem se quiserem!

O bom da coisa é que eu adorei fazer o vestido, estava obcecada (é que tenho uma performance para criar e preciso de muitas desculpas para adiar o começar), e fui fazendo e inventando muito mais do que o necessário.

Para o vestido usei uma velha colcha de cetim cor-de-rosa que veio do Brasil nos anos 80 (imaginem uma cama a transbordar de brilho cor-de-rosa – eram os 80). De um modelo de vestido do livro “Carefree Clothes for Girls” de Junko Okawa usei o molde do corpete e a inspiração para o acolchoar. Subi um pouco as costas, para não ficarem tão expostas, e criei ainda um efeito à frente à lá vestido de princesa com o tule de um tutu dos tempos de eu, menina do ballett (contemporâneo da colcha, portanto!). Como queria um vestido de Inverno, desenhei e acrescentei as mangas que também quiltei. Gostei muito do efeito. Para a saia aumentei ao máximo a roda para criar muito volume.

A trança fiz com a ajuda do tutorial da A Thousand Phases, mas cosi tudo… nada de cola quente. As linhas que utilizei tirei-as do gigante saco, abandonado cá em casa, de lãs e algodões das malhas desfeitas ou por fazer da minha mãe. Uns bons 3 metros (t-r-ê-s … ) de trança.

Depois de vestido e trança feitos – o que já servia o intento – foi tempo de fazer de conta que ainda não estava pronto. Foi um bordar de missangas no vestido, insano! Foi fazer uma coroa com brilhantes e missangas cosidas (fiz como neste tutorial no blog The Girl Inspired mas usei cola branca em vez do tal fabric stiffener)! Foi coser flores e contas brilhantes na trança como uma tresloucada!!

No total gastei uns 8 euros (o que também não foi nada mau!) nas flores e nas purpurinas para a coroa (sobrou quase tudo do enorme frasco e vou poder fazer pó de fada para o ano… ah ah atchimnot!). Ah! Sim… comprei uma camisa da cor do vestido para proteger peito e costas do frio… mas vai usá-la o resto do ano, por isso não conta. De resto foram restos: a tal velha colcha e o tutu; umas velhas cortinas e mais uns poucos metros de tule branco que para aqui andavam fizeram as 7 (s-e-t-e … louca, sim!) saias do vestido para criar um volume que até não era preciso porque a primeira saia já tinha volume suficiente (usei a parte acolchoada da colcha para unir ao corpete e bum!, quase que voa); as lãs abandonadas para a trança; a renda da coroa, hmm… eu tenho um poço secreto que jorra rendinhas antigas – shhiuuu!; linhas de coser, missangas, contas, fitas e um botão para forrar, estava já cá tudo à espera.

Valeu o fazer. Valeu eu fazer. Valeu eu crescer. Valeu. Mas fui mordida pelo dragão. Cinzas.

E já aqui vai uma bela colecção.

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