Mãe, o avô nunca subiu ao farol!

Farol 1

Eu não sei se o avô alguma vez subiu ao Farol da Boa Nova (acho que não!) mas que durante mais de trinta anos passava por ele quase todos os dias… ulálá! se não passava! para ir trabalhar entre cheiros petrolíferos e chaminés de fogo. E se de cima do farol se vê toda a Refinaria da Petrogal… de toda a  Refinaria vê-se o farol, tirando os dias de nevoeiros em que nem o faroleiro vê o farol! Mas na altura, quando o trabalho era emprego, até podia não se ver o farol… mas, ouvia-se-lhe a ronca e já todos sabiam que não estava bom para ir à praia (depois do turno, claro).

Farol 213

Farol 2Farol paisagem 1Farol lâmpada 1Farol lâmpada 2Farol 3Farol praiaFarol praia 2
O avô já não trabalha ali. Agora anda de barco. E passamos a apreciar os barcos. A mãe preocupa-se em encontrar o que se pode aprender em cada degrau do farol. 213 coisas a aprender, entre matemática, língua portuguesa, estudo do meio, educação física (uf! sem dúvida!), artística… O vento diverte. A paisagem engrandece. A alegria faz falar sem parar. O elevador é para quando ninguém está. O farol é muito alto e chega muito longe (28 milhas nauticas = 52 quilómetros). Ainda é útil porque é a única coisa real e que não está ligada aos que mandam em tudo. O que eu aprendo… O que ela aprende, muito maior do que o farol. O sol, a areia, a água e o vento. Sempre eles com ela.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: