STAND UP POETRY (revisitado)

Não estava nada à espera disto, mas, depois de alguns anos fora dos palcos, deu-me ganas de aceitar um convite que se vinha ocasionalmente a repetir para fazer uma sessão de poesia na Biblioteca Municipal de Condeixa-a-Nova, onde muitos anos antes tinha sido tão acarinhada e feliz com várias apresentações. Este é ano de revisão de vida, faço 50 anos, 3o de teatro…. enfim, disse sim e fui alegremente – livre de pressões, livre de complexos, livre de medos. Talvez já não soubesse fazer isto com a sagacidade de antes, talvez presa a uma Andreia que já não existe, mas abracei esse perigo do ridículo como mais uma oportunidade de celebrar a vida e um percurso. E sim, pelas fotos sou a mesma (as mesmas caretas, os mesmos gestos, a mesma perninha levantada…), agora de óculos, peso, algum desarranjo, e uma filha com detector de cringe na plateia… Mas com muito melhor entendimento das palavras, do seu peso, da sua memória e, acima de tudo, da sua necessidade. Não há como comparar nada, foi uma visita sentida à palavra dita no Stand Up Poetry, Diz-se Poesia com Andreia Macedo. Como sempre tão bem recebida pela Inês Rodrigues e toda a equipa da Biblioteca. 
E, quase sem surpresa já que me preparei para uma comemoração, a maravilha que foi ter a presença inesperada de amigas que não via há tantos anos! E o impagável olhar de admiração da minha filha.
Os poemas escolhidos soaram que nem despertadores, alguns gelaram corações (como este nosso mundo precisa de poesia…!) para também os acolherem num desejo de esperança. Valeu muito a pena, valeu tudo!

Se é para continuar? Não se sabe…. É só para fazer o que há para fazer. O que será, será – com toda a alegria que me for possível. 

Fotografias ©Município de Condeixa-a-nova

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