Último Vestido do Verão

Vestido para menina de 3-4 anos, em algodão branco (o corpete com delicada estampa de animais  em tons de cinzento, bege e verde; e a saia às pintinhas verde-musgo), com bolso.
Modelo do livro “Carefree Clothes for Girls”, de Junko Okawa.
Tecido: algodão super macio (restos de fábrica de lençóis)

(Disponível)

E assim se fecha o Verão! Ou talvez não…

Blusa Napperon

napperon

Cada vez que abro a velha arca encontro um tesouro. É um conhecido tesouro guardado desde que rendas e napperons passaram a ser coisa de outros tempos. Um tesouro obsoleto, mas valioso: dá-me sempre pena ver aquelas coisas para ali fechadas… mas nunca sei o que lhes fazer, e fecho a caixa do tesouro. Mas volta meia volta, lá vem ela… lá vai ela para a garagem. E fico sempre a matutar no que fazer com aquilo.

Quando temos ideias presas dentro de nós, não sei como, elas soltam-se doutros lugares e vêm ter connosco, como que à procura de se encontrarem. E temos sempre muito tralha connosco, não é? É no querer que está o encontro. Assim foi quando encontrei o livro “Carefree Clothes for Girls”, de Junko Okawa (acho que já tenho falado da minha panca pelos livros de costura japoneses). Dele nasceu a concretização desta Blusa Napperon❤ , que superou o meu orgulho de fazer o  Casaco Naïf! A-DO-RO!!!!  Há algo no trabalho que vem de longe que me faz chegar mais longe!!

Trata-se de uma túnica em linho cor de sangue que tem como gola um antigo napperon de renda feito pela minha mãe em mil novecentos e carqueja – deve ser coisa anterior a mim, i.e., mais de 40 anos (acalmem-se, ó gentes que conhecem a fúria da minha mãe…. telefonei-lhe a falar de rendas e tesouras e ela com todo o carinho deu a sua aprovação!).  Com linha dourada fiz uma singela decoração e as margens ficaram cruas, sem bainhas. E o botão nas costas é uma bolinha a imitar uma pérola, uma pérola também em reutilização. Para ele tive de aprender a fazer uma coisa nova: um anel de fio como casa de botão.

A ideia, com o meu interesse por esta revista, era fazer roupas para uma colecção de nome “Livre para Brincar” que teve início com um bibe. Mas estou tão apaixonada por esta criação que não sei se deixo a tal liberdade sair à rua! Ai, não sei!

As calças também são modelo da mesma revista, sem muito a acrescentar porque as fiz tal e qual o original: simples, pretas, com uma rendinha industrial em baixo. Mas também gosto muito delas! O tecido era um resto que para aqui andava… apesar de fino, parece-me quente. Acho que as calças vão chegar ao tempo frio.

Brincar para não esquecer

Eu
“não me posso esquecer do que eu penso sobre as coisas da vida quando for grande”. era um pensamento que me assomava quando era criança, e que pressupunha o entendimento de que os adultos já se tinham esquecido de como era ser criança e as suas crenças, valores e, até, ética, tinham mudado. Fazia listas mentais das coisas especificas de que não me podia esquecer quando crescesse e angustiava-me ao pensar se o conseguiria porque era óbvio que era mesmo muito difícil – ninguém chegava inteiro a adulto. Eu também já não estou inteira, mas a lembrança dessa angústia leva-me a reencontrar, água vai água vem, o meu estado natural de felicidade. E, a verdade, é que eu só sou mesmo eu quando cumpro aquilo que me prometi. Água vai.

 

TARJA BRANCA

Drops of Joy /Tarja Branca / Gotitas de Alegria
Documentário, Brasil, 2014, 80’
Realização: Cacau Rhoden
Produção: Maria Farinha Filmes

Carina Vai à Praia

Isto, que nunca na vida me passaria na ideia de fazer se não fosse a pedido, é para a Ana Carina que teve a distinta lata de me pedir… 10 toalhas destas! Claro que, depois de lhe atazanar a infância como prima mais velha (quantas corridas atrás de mim e da Liliana a insultar-nos (justamente!) de “recas” e cabras”, em fúrias desesperadas – fugíamos dela para nos vermos livres do pirralho chato… Confesso que, por mim, era mais para a ver furiosa porque era muito engraçada. A diversão da fuga era bem maior do que a paz de ficar sem ela por perto.), não podia fugir a um pedido singelo: Quero!

Mas só uma toalha! Será o suficiente para ela perceber que, para a praia, bom mesmo é um pano e pronto! Aposto que isto vai ver a praia ou piscina 2 vezes antes de ir para a caixinha das boas recordações. De qualquer das formas, espero que goste porque eu gostei muito de fazer uma coisa a pensar nela.

Trata-se de uma toalha de praia com almofada acoplada e embelezada com tecido estampado.Neste caso usei uma capulana que a Liliana trouxe de Moçambique e com que já tinha feito um vestido para a Anamé. Para além disso, e por que se torna volumosa, tem umas alças para transporte e ainda uns bolsos exteriores para os must have  tem que ter de praia.

Usei uma toalha de banho (Feira dos Tecidos) às ricas brancas e azuis que aqui andava à espera de inventar mais um muda-fraldas.  Nos tutoriais que segui (os blogs The Golden Adventures Of A Dark Horse e More Like Home) a parte da almofada era feita com uma outra toalha igual. Mas como eu só tinha um exemplar, acabei por optar por fazê-la toda branca com duas pequenas toalhas. Na verdade, trata-se de uma fronha porque achei que, por todas as razões, seria mais fácil tirar e pôr a almofada.
De resto, segui mais ou menos os exemplos em que me baseei. Ainda acrescentei uma protecção para o velcro que fecha a toalha porque ao trabalhar no projecto percebi que tecido de turco e velcro não combinam (aliás, imagino que as toalhas feitas nos outros blogs estejam já todas esfrangalhadas a esta altura)

E pronto, a Carina está completa para ir à praia. Beleza, elegância, sofisticação e, o que estava a faltar, uma toalha by A Naïf.

Nota: a Anamé ficou na foto porque, ao contrário das roupas que faço para ela, quis por força ficar no registo. Sim, está de pijama.

Olá, sou a Andreia, sou um projecto pessoal

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Se um dia achar que não tem um projecto pessoal como se isso fosse um problema, levante as mãos à frente dos olhos. Olhe para elas por um momento e, é sempre bom lembrar, respire. Respire enquanto observa as mãos. E enquanto observa as suas mãos, observe o seu respirar. Pronto!, se achava que não tinha um projecto pessoal, passou a tê-lo!

Dia Mundial da Minha Criança

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15 máquinas de roupa, pó de um ano, aranhas, formigas e canela, caixotes e malas, brinquedos a ensopar o espaço.  Clemência!!
VIVA O DIA DA CRIANÇA!! a seguir a uma mudança!
acabaram-se as papoilas… agora, rosas e camélias!!!!
e hoje, para ser ainda mais especial, não houve insufláveis nem música doida.

só espaço aberto, dançar na relva e comer gelados.