Poesia na Estrela

Arma Secreta Guarda

Vamos dizer poesia lá no alto, dentro da estrela

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Um nascer especial

O Tiago esta semana tornar-se-á sonoro.

“As Crianças Têm de Ter Muita Paciência com os Adultos”
Enquanto dava pontos no muda-fraldas novo para o Tiago, veio-me à ideia de que “talvez eu me esteja a tornar uma Artesã Defensora dos Direitos das Crianças…!”. Uma Craftivista subliminar!! Eu sabia que o Craftivismo me tinha contaminado, que era um projecto já para 2018 – que (pensava eu) andava a adiar. Mas quer-me parecer que é uma ideia que assim que me chegou assim se fez acontecer com ou sem intenção … Eu já tinha feito algo singelo, mas desta vez só se tornou consciente depois de estar quase tudo pronto…

espera…

Agora, pensando melhor… isto já vem de antes… lembro-me quando fiz o Oratório do Tomás vibrava com a ideia de colocar no trabalho artesanal as minhas ideias de defesa da criança. Ai… vou pensar melhor sobre tudo isto… alguma coisa especial precisa de nascer. Tiago!! Tiago, vou ter de ir de férias para refrescar as ideias, porque quando eu voltar, e tu já estiveres a encantar este mundo, sou capaz de fazer coisas bonitas… Obrigada, bebé! Ainda não chegaste e já me trouxeste luz! És muito bem-vindo!

TPC – Ouvir Poesia

Aniversário TPC
ao ouvir poesia descubro o não dito de quem diz
ao dizer, esbardalho-me toda

antigamente, ouvir poesia era muitas vezes para mim um exercício de bondade: as desculpas dos amadores, a vaidade dos profissionais, a incompetência dos autores, a minha timidez, o meu horrível temor. torturavam-me. não conseguia ouvir com tanto barulho que me envolvia o espírito.
mas à medida que eu mais e mais fui dizendo, e me deixei de merdas, de medos, de maquilhagem e figurinos, mais espaço abri para o prazer de ouvir.
hoje é um exercício de adivinhação. uma graça. um encontro secreto. A voz, o corpo, o olhar, os tropeções, os silêncios, tudo me fala de quem diz. adoro. a poesia é um pretexto para estar presente.

este fim-de-semana ouvi mais poesia do que nunca. estive presente. sem falar. eu gostava de cumprir uma atitude social correcta. tomar um copo. dizer que gostei muito. mas como digo à Bárbara Bruno que ela me parecia fogo a moldar palavras vidro, sem eu parecer parva? pelo menos pude também dizer poesia para me dizer sem ter de usar das minhas palavras.

 
no 4º aniversário das Terças de Poesia Clandestina (TPC) organizadas pelo Vasco Macedo, meu coiso (Lisboa)
(e, ainda, a ouvir n’ “Sonho de um dia na Caverneira – 2018“, organizado pelo Art’Imagem (Maia))

 

Histórias de Histórias

Foto espectáculoSeis meses de descobertas. minhas e deles. descobrir que podemos bem mais do que sabemos. e crescemos. tornámo-nos melhores. juntos. ❤

CartazC.M.M/Teatro Art’Imagem

Espectáculo – Exercício Final Oficina Teatrinho ao Palco 2018 | Histórias de Histórias

30 de Junho de 2018 |16h00 |30 Minutos |M/5

Se através das histórias falamos subliminarmente sobre as nossas próprias histórias, então através das histórias das histórias conseguimos trazer à expressão a matéria inefável de que somos feitos.

A Oficina Teatrinho ao Palco propõe-se a essa descoberta de universo individual e da sua relação com o mundo: “aprender a ser e a crescer com o Teatro”. E, mais uma vez, é Manuel António Pina a acrescentar a magia para um Exercício Final Público com algumas das metanarrativas do seu escaravelho contador de histórias. Algumas confusas, estranhas, felizmente tristes ou vice-versa, histórias que nem se contam, como as de qualquer um … Mas, desta vez, quem as vem contar são crianças que, em palco, as reinventam e se reinventam com elas.

Formação e Encenação: Andreia Macedo | Autor: Manuel António Pina | Interpretação: Alexandre Bento, Ana Senhorinha, Cátia Fontes, Inês Senhorinha, Maria Beatriz Ramalho, Maria Inês Maia, Maria Santos, Raquel Cardoso, Sofia Ferreira, Sofia Sobral, Susana Ferreira, Tiago Cláudio, Tomás Moreira

Choveu

Maia Arma SecretaNão dissemos poesia porque a chuva disse melhor.

(mas quarta-feira vamos superá-la!!)

 

 

A Feira do Livro da Maia está a decorrer no lindíssimo espaço da Fundação Gramaxo, bem perto do centro da Cidade. Com um pequeno passeio a pé vão descobrir um pequeno encanto escondido.

Mãe, o avô nunca subiu ao farol!

Farol 1

Eu não sei se o avô alguma vez subiu ao Farol da Boa Nova (acho que não!) mas que durante mais de trinta anos passava por ele quase todos os dias… ulálá! se não passava! para ir trabalhar entre cheiros petrolíferos e chaminés de fogo. E se de cima do farol se vê toda a Refinaria da Petrogal… de toda a  Refinaria vê-se o farol, tirando os dias de nevoeiros em que nem o faroleiro vê o farol! Mas na altura, quando o trabalho era emprego, até podia não se ver o farol… mas, ouvia-se-lhe a ronca e já todos sabiam que não estava bom para ir à praia (depois do turno, claro).

Farol 213

Farol 2Farol paisagem 1Farol lâmpada 1Farol lâmpada 2Farol 3Farol praiaFarol praia 2
O avô já não trabalha ali. Agora anda de barco. E passamos a apreciar os barcos. A mãe preocupa-se em encontrar o que se pode aprender em cada degrau do farol. 213 coisas a aprender, entre matemática, língua portuguesa, estudo do meio, educação física (uf! sem dúvida!), artística… O vento diverte. A paisagem engrandece. A alegria faz falar sem parar. O elevador é para quando ninguém está. O farol é muito alto e chega muito longe (28 milhas nauticas = 52 quilómetros). Ainda é útil porque é a única coisa real e que não está ligada aos que mandam em tudo. O que eu aprendo… O que ela aprende, muito maior do que o farol. O sol, a areia, a água e o vento. Sempre eles com ela.

Alforreca Água Medusa Viva!

alforreca no escuro
(no escuro também brilha(ria)!)

 

Ok! O Carnaval confirma-se como o momento alto do ano neste atelier! Também o mais insano… trabalha-se para um (meio) dia de folia!!!

Desta vez não estou muito inspirada para escrever, vou só deixar alguns tópicos de questões que certamente aparecem a quem neste artigo cai:
a sereia desejada afinal não aconteceu por causa de uma sugestão em tom de bricadeira: “Ó Anamé, não queres ir antes de alforreca??” – “Quero!!! Sim Sim Sim!!!… o que é uma alforreca, mamã?”. Pimbas, não descolou mais da ideia!
– o grande chapéu de medusa é um guarda chuva todo artilhado, sim!
– tem pequenos leds para lhe dar luz por dentro (afinal a alforreca é um animal fosforescente!)
– este tutu é super fácil de fazer! (não implica costuras)
– a camisola “I will Save The World” foi a única coisa que não foi feita por mim. Foi um feliz achado na C&A. Caiu que nem uma luva por muitas razões!
– cortinas velhas, fitas, pompons, trapilho, plástico de bolinhas, tule, e tecido polar foram as principais matérias primas. Branco e verde água.

Mais uma vez, foi inventar e inventar! Para o ano há mais… ainda este Carnaval não acabou e já se quer uma “bailarina” para o próximo. Estou curiosa para saber em que monstro se irá transformar a bailarina!

Discos de Delicadeza Facial

Chamam-lhes “discos desmaquilhantes”. Isto significa que quem se maquilha se irá desmaquilhar e precisa de algo que o auxilie nessa desmascarização. Eu… como sou uma desmascarada chamo-lhes “discos de limpeza facial”. Mas como eu limpo a cara como quem lava a cara… não os uso (tenho uma embalagem dos descartáveis cheiinha há uns bons 10 anos numa gaveta e lá continuará a enlouquecer-me quando vou à procura do corta-unhas).

Ou seja… estou a fazer (e farei!!) rodelinhas de flanela e turco até ficar chalupa, não para consumo próprio, mas para esse vasto mundo que ainda se maquilha (toparam o “ainda“?) mas que já não precisa de pintar o planeta com lixo. Para além do mais… bastará uma bolsinha destas com 15 discos reutilizáveis para nunca mais ter de os comprar. Vai sobrar dinheiro para pinturas de qualidade e amigas dos animais!

E para um fim Lixo Zero perfeito e lindo!, vou fazer umas edições ultra especiais com frascos reutilizados. Aqui ficam os primeiros dois para a amostra. São mote para duas versões diferentes: colecção anjinhos ou colecção insectos.  Qual gostam mais?

Estes discos de limpeza facial vão estar disponíveis em breve numa loja longe de si (ahahaha ! ou perto, se estiver por Trás-Os-Montes). Esperem só um pouco mais… vão acontecer coisas boas para lá do Marão… lá para Março marçagão… Eu darei notícias!

 

Confissão final: eu mascaro-me, sim… coisa de actriz… que desfaço com água e sabão. Acho que vou experimentar estes discos para me inventar de pessoa delicada…