TPC – Ouvir Poesia

Aniversário TPC
ao ouvir poesia descubro o não dito de quem diz
ao dizer, esbardalho-me toda

antigamente, ouvir poesia era muitas vezes para mim um exercício de bondade: as desculpas dos amadores, a vaidade dos profissionais, a incompetência dos autores, a minha timidez, o meu horrível temor. torturavam-me. não conseguia ouvir com tanto barulho que me envolvia o espírito.
mas à medida que eu mais e mais fui dizendo, e me deixei de merdas, de medos, de maquilhagem e figurinos, mais espaço abri para o prazer de ouvir.
hoje é um exercício de adivinhação. uma graça. um encontro secreto. A voz, o corpo, o olhar, os tropeções, os silêncios, tudo me fala de quem diz. adoro. a poesia é um pretexto para estar presente.

este fim-de-semana ouvi mais poesia do que nunca. estive presente. sem falar. eu gostava de cumprir uma atitude social correcta. tomar um copo. dizer que gostei muito. mas como digo à Bárbara Bruno que ela me parecia fogo a moldar palavras vidro, sem eu parecer parva? pelo menos pude também dizer poesia para me dizer sem ter de usar das minhas palavras.

 
no 4º aniversário das Terças de Poesia Clandestina (TPC) organizadas pelo Vasco Macedo, meu coiso (Lisboa)
(e, ainda, a ouvir n’ “Sonho de um dia na Caverneira – 2018“, organizado pelo Art’Imagem (Maia))

 

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Histórias de Histórias

Foto espectáculoSeis meses de descobertas. minhas e deles. descobrir que podemos bem mais do que sabemos. e crescemos. tornámo-nos melhores. juntos. ❤

CartazC.M.M/Teatro Art’Imagem

Espectáculo – Exercício Final Oficina Teatrinho ao Palco 2018 | Histórias de Histórias

30 de Junho de 2018 |16h00 |30 Minutos |M/5

Se através das histórias falamos subliminarmente sobre as nossas próprias histórias, então através das histórias das histórias conseguimos trazer à expressão a matéria inefável de que somos feitos.

A Oficina Teatrinho ao Palco propõe-se a essa descoberta de universo individual e da sua relação com o mundo: “aprender a ser e a crescer com o Teatro”. E, mais uma vez, é Manuel António Pina a acrescentar a magia para um Exercício Final Público com algumas das metanarrativas do seu escaravelho contador de histórias. Algumas confusas, estranhas, felizmente tristes ou vice-versa, histórias que nem se contam, como as de qualquer um … Mas, desta vez, quem as vem contar são crianças que, em palco, as reinventam e se reinventam com elas.

Formação e Encenação: Andreia Macedo | Autor: Manuel António Pina | Interpretação: Alexandre Bento, Ana Senhorinha, Cátia Fontes, Inês Senhorinha, Maria Beatriz Ramalho, Maria Inês Maia, Maria Santos, Raquel Cardoso, Sofia Ferreira, Sofia Sobral, Susana Ferreira, Tiago Cláudio, Tomás Moreira

Choveu

Maia Arma SecretaNão dissemos poesia porque a chuva disse melhor.

(mas quarta-feira vamos superá-la!!)

 

 

A Feira do Livro da Maia está a decorrer no lindíssimo espaço da Fundação Gramaxo, bem perto do centro da Cidade. Com um pequeno passeio a pé vão descobrir um pequeno encanto escondido.

Mãe, o avô nunca subiu ao farol!

Farol 1

Eu não sei se o avô alguma vez subiu ao Farol da Boa Nova (acho que não!) mas que durante mais de trinta anos passava por ele quase todos os dias… ulálá! se não passava! para ir trabalhar entre cheiros petrolíferos e chaminés de fogo. E se de cima do farol se vê toda a Refinaria da Petrogal… de toda a  Refinaria vê-se o farol, tirando os dias de nevoeiros em que nem o faroleiro vê o farol! Mas na altura, quando o trabalho era emprego, até podia não se ver o farol… mas, ouvia-se-lhe a ronca e já todos sabiam que não estava bom para ir à praia (depois do turno, claro).

Farol 213

Farol 2Farol paisagem 1Farol lâmpada 1Farol lâmpada 2Farol 3Farol praiaFarol praia 2
O avô já não trabalha ali. Agora anda de barco. E passamos a apreciar os barcos. A mãe preocupa-se em encontrar o que se pode aprender em cada degrau do farol. 213 coisas a aprender, entre matemática, língua portuguesa, estudo do meio, educação física (uf! sem dúvida!), artística… O vento diverte. A paisagem engrandece. A alegria faz falar sem parar. O elevador é para quando ninguém está. O farol é muito alto e chega muito longe (28 milhas nauticas = 52 quilómetros). Ainda é útil porque é a única coisa real e que não está ligada aos que mandam em tudo. O que eu aprendo… O que ela aprende, muito maior do que o farol. O sol, a areia, a água e o vento. Sempre eles com ela.

Alforreca Água Medusa Viva!

alforreca no escuro
(no escuro também brilha(ria)!)

 

Ok! O Carnaval confirma-se como o momento alto do ano neste atelier! Também o mais insano… trabalha-se para um (meio) dia de folia!!!

Desta vez não estou muito inspirada para escrever, vou só deixar alguns tópicos de questões que certamente aparecem a quem neste artigo cai:
a sereia desejada afinal não aconteceu por causa de uma sugestão em tom de bricadeira: “Ó Anamé, não queres ir antes de alforreca??” – “Quero!!! Sim Sim Sim!!!… o que é uma alforreca, mamã?”. Pimbas, não descolou mais da ideia!
– o grande chapéu de medusa é um guarda chuva todo artilhado, sim!
– tem pequenos leds para lhe dar luz por dentro (afinal a alforreca é um animal fosforescente!)
– este tutu é super fácil de fazer! (não implica costuras)
– a camisola “I will Save The World” foi a única coisa que não foi feita por mim. Foi um feliz achado na C&A. Caiu que nem uma luva por muitas razões!
– cortinas velhas, fitas, pompons, trapilho, plástico de bolinhas, tule, e tecido polar foram as principais matérias primas. Branco e verde água.

Mais uma vez, foi inventar e inventar! Para o ano há mais… ainda este Carnaval não acabou e já se quer uma “bailarina” para o próximo. Estou curiosa para saber em que monstro se irá transformar a bailarina!

Discos de Delicadeza Facial

Chamam-lhes “discos desmaquilhantes”. Isto significa que quem se maquilha se irá desmaquilhar e precisa de algo que o auxilie nessa desmascarização. Eu… como sou uma desmascarada chamo-lhes “discos de limpeza facial”. Mas como eu limpo a cara como quem lava a cara… não os uso (tenho uma embalagem dos descartáveis cheiinha há uns bons 10 anos numa gaveta e lá continuará a enlouquecer-me quando vou à procura do corta-unhas).

Ou seja… estou a fazer (e farei!!) rodelinhas de flanela e turco até ficar chalupa, não para consumo próprio, mas para esse vasto mundo que ainda se maquilha (toparam o “ainda“?) mas que já não precisa de pintar o planeta com lixo. Para além do mais… bastará uma bolsinha destas com 15 discos reutilizáveis para nunca mais ter de os comprar. Vai sobrar dinheiro para pinturas de qualidade e amigas dos animais!

E para um fim Lixo Zero perfeito e lindo!, vou fazer umas edições ultra especiais com frascos reutilizados. Aqui ficam os primeiros dois para a amostra. São mote para duas versões diferentes: colecção anjinhos ou colecção insectos.  Qual gostam mais?

Estes discos de limpeza facial vão estar disponíveis em breve numa loja longe de si (ahahaha ! ou perto, se estiver por Trás-Os-Montes). Esperem só um pouco mais… vão acontecer coisas boas para lá do Marão… lá para Março marçagão… Eu darei notícias!

 

Confissão final: eu mascaro-me, sim… coisa de actriz… que desfaço com água e sabão. Acho que vou experimentar estes discos para me inventar de pessoa delicada…

Os filhos são Sal ou são Sol?

Ora diga: são Sal ou são Sol.

Desde o post Em que pensa a pessoa que faz a tua roupa enquanto faz a tua roupa? que agora falo com as pessoas para quem estou a trabalhar enquanto estou a trabalhar. Desta vez foi com o Salvador…

Primeiro brinquei com ele… o Salvador… a graça fácil foi a primeira a aparecer, claro! Depois seguiram-se outras rebuscadas que só eu e ele é que sabemos… Salvoador… SalMeuAmor… e por aí fora, até que lhe comecei a chamar Sal. E estive mesmo para lhe bordar o nome Sal, só Sal, mas depois pensei… mas quem pensas tu que és para andar por aí a atribuir nomes carinhosos, fruto da intimidade amorosa das pessoas? Pediram-te uma bolsinha para guardar as primeiras roupinhas do bebé… faz isso! Mas… acabei por inventar na mesma. Sal… aquele que faz aumentar o sabor. Do mundo!

Ora diga: são Sal ou são Sol!

Já se sabe… são Sol!! É o que dizemos, é o que lhes dizemos. São a luz dos nossos olhos! É isso que dizemos quando queremos dizer que eles são o nosso Sol. Mas dizemos errado porque dizemos certo: o Sol está nos nossos olhos, são os filhos que os fazem brilhar ainda mais porque lhes aumentam o sabor. Cada um é o seu próprio Sol.

São Sal ou são Sol. Repita rapidamente. eheheh! inventei um trava-línguas!

E quando um bebé nasce, nasce um novo Sol.

 

Nota final:
Eu ia bordar à mão, mas queria experimentar o bordado livre com a máquina nova. Então, arrisquei! O bordado livre na máquina de costura é muito divertido porque é rápido e versátil… mas é preciso muita prática e uma máquina com velocidade moderada (a minha é um portento da velocidade). Saiu bem.. não perfeito (o que eu poderia falar sobre as minhas imperfeições… ) . Mas como é que ia inventar um trava-línguas se não tivesse esta dor? Afinal, foi a imperfeição que me pôs a reflectir sobre o Sal e o Sol.

Embalagens: Barato ou Sustentável?

 

Artesãos, artistas, vendedores, merceeiros, peixeiros… o que querem, mesmo, é vender o seu peixe! Mas entre a venda e a entrega há um problema material/físico na transacção. Na maioria das vezes…  é preciso embalar (coisa que nunca me afectou a vida de actriz! ahahah! nunca precisei de embalar um espectáculo!!… desculpem.. off topic! ) É um custo completamente secundário ao produto e que não vai ter qualquer outro uso se não naquele momento. Mas não tem de ser assim! Já não pode ser assim, não é?

Só que… é tão mais barato embalar com futuro lixo que só mesmo alguém muito consciente do lugar do universo em que está é que opta pela solução sustentável.

Acabei de fazer 50 saquinhos em linho e algodão para os sabonetes 100% naturais da Liliana da Sinergia Essencial. É um trabalho que só me dá prazer no princípio, em que estou a criar uma solução para o pedido; e no final, quando tenho a obra concluída e  nem me acredito que sobrevivi. AHAHA! Estou a exagerar, mas a execução tão repetitiva torna-se enfadonha, confesso! A compensação? O prazer de fazer muito mais do que uma embalagem. São saquinhos… nada de mais, mas que servem para muito mais! Quem compra um produto à Liliana, tem sempre garantido um segundo artigo! É o compra um, leva dois em bem!

Estes são redondinhos para os sabonetes, mas a Liliana Macedo (yeah!  Macedo… é mesmo isso que estão a pensar… ou quase!) já tinha encomendado outros rectangulares para os colares da Cria Âmbar, um outro projecto dela. E, na altura, contra o aborrecimento… fartei-me de inventar: quase que os fazia todos diferentes!

rectangulares 1

Que lhe ficaram caros… ficaram! Mas ela é “maluquinha”!

Querem saber ao que se dedica esta pessoa de pegada pluma? Aqui ficam os dois projectos para os quais trabalhei em modo bulk a fazer saquinhos e mais saquinhos muito fofinhos:

cria âmbar page

Na Cria Âmbar encontra produtos artesanais de origem natural dirigidos, essencialmente, a bebés e crianças com carácter medicinal como são os colares de âmbar que ajudam a aliviar os sintomas associados com a dentição do bebé: dor, febre, inchaço das gengivas, bochechas vermelhas, e até infeções de ouvidos ou assaduras. Veja como funcionam. Até eu tenho um e não sou bebé. Os colares e pulseiras de âmbar são lindos até para adultos. Veja toda a gama.

Sinergia Essencial

A Liliana tem um percurso de vida muito peculiar e diversificado. Foi na aromaterapia que encontrou a sua grande paixão e a que tem dedicado estudos profundos. É hoje Aromaterapeuta Clínica, Consultora em Saúde e Formadora. Na Sinergia Essencial pode conhecê-la melhor e ficar a par do seu trabalho com óleos essenciais, as formações que vai desenvolvendo (veja a agenda, ela anda pelo país todo) e a sua actividade como terapeuta.