Alforreca Água Medusa Viva!

alforreca no escuro
(no escuro também brilha(ria)!)

 

Ok! O Carnaval confirma-se como o momento alto do ano neste atelier! Também o mais insano… trabalha-se para um (meio) dia de folia!!!

Desta vez não estou muito inspirada para escrever, vou só deixar alguns tópicos de questões que certamente aparecem a quem neste artigo cai:
a sereia desejada afinal não aconteceu por causa de uma sugestão em tom de bricadeira: “Ó Anamé, não queres ir antes de alforreca??” – “Quero!!! Sim Sim Sim!!!… o que é uma alforreca, mamã?”. Pimbas, não descolou mais da ideia!
– o grande chapéu de medusa é um guarda chuva todo artilhado, sim!
– tem pequenos leds para lhe dar luz por dentro (afinal a alforreca é um animal fosforescente!)
– este tutu é super fácil de fazer! (não implica costuras)
– a camisola “I will Save The World” foi a única coisa que não foi feita por mim. Foi um feliz achado na C&A. Caiu que nem uma luva por muitas razões!
– cortinas velhas, fitas, pompons, trapilho, plástico de bolinhas, tule, e tecido polar foram as principais matérias primas. Branco e verde água.

Mais uma vez, foi inventar e inventar! Para o ano há mais… ainda este Carnaval não acabou e já se quer uma “bailarina” para o próximo. Estou curiosa para saber em que monstro se irá transformar a bailarina!

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Discos de Delicadeza Facial

Chamam-lhes “discos desmaquilhantes”. Isto significa que quem se maquilha se irá desmaquilhar e precisa de algo que o auxilie nessa desmascarização. Eu… como sou uma desmascarada chamo-lhes “discos de limpeza facial”. Mas como eu limpo a cara como quem lava a cara… não os uso (tenho uma embalagem dos descartáveis cheiinha há uns bons 10 anos numa gaveta e lá continuará a enlouquecer-me quando vou à procura do corta-unhas).

Ou seja… estou a fazer (e farei!!) rodelinhas de flanela e turco até ficar chalupa, não para consumo próprio, mas para esse vasto mundo que ainda se maquilha (toparam o “ainda“?) mas que já não precisa de pintar o planeta com lixo. Para além do mais… bastará uma bolsinha destas com 15 discos reutilizáveis para nunca mais ter de os comprar. Vai sobrar dinheiro para pinturas de qualidade e amigas dos animais!

E para um fim Lixo Zero perfeito e lindo!, vou fazer umas edições ultra especiais com frascos reutilizados. Aqui ficam os primeiros dois para a amostra. São mote para duas versões diferentes: colecção anjinhos ou colecção insectos.  Qual gostam mais?

Estes discos de limpeza facial vão estar disponíveis em breve numa loja longe de si (ahahaha ! ou perto, se estiver por Trás-Os-Montes). Esperem só um pouco mais… vão acontecer coisas boas para lá do Marão… lá para Março marçagão… Eu darei notícias!

 

Confissão final: eu mascaro-me, sim… coisa de actriz… que desfaço com água e sabão. Acho que vou experimentar estes discos para me inventar de pessoa delicada…

Os filhos são Sal ou são Sol?

Ora diga: são Sal ou são Sol.

Desde o post Em que pensa a pessoa que faz a tua roupa enquanto faz a tua roupa? que agora falo com as pessoas para quem estou a trabalhar enquanto estou a trabalhar. Desta vez foi com o Salvador…

Primeiro brinquei com ele… o Salvador… a graça fácil foi a primeira a aparecer, claro! Depois seguiram-se outras rebuscadas que só eu e ele é que sabemos… Salvoador… SalMeuAmor… e por aí fora, até que lhe comecei a chamar Sal. E estive mesmo para lhe bordar o nome Sal, só Sal, mas depois pensei… mas quem pensas tu que és para andar por aí a atribuir nomes carinhosos, fruto da intimidade amorosa das pessoas? Pediram-te uma bolsinha para guardar as primeiras roupinhas do bebé… faz isso! Mas… acabei por inventar na mesma. Sal… aquele que faz aumentar o sabor. Do mundo!

Ora diga: são Sal ou são Sol!

Já se sabe… são Sol!! É o que dizemos, é o que lhes dizemos. São a luz dos nossos olhos! É isso que dizemos quando queremos dizer que eles são o nosso Sol. Mas dizemos errado porque dizemos certo: o Sol está nos nossos olhos, são os filhos que os fazem brilhar ainda mais porque lhes aumentam o sabor. Cada um é o seu próprio Sol.

São Sal ou são Sol. Repita rapidamente. eheheh! inventei um trava-línguas!

E quando um bebé nasce, nasce um novo Sol.

 

Nota final:
Eu ia bordar à mão, mas queria experimentar o bordado livre com a máquina nova. Então, arrisquei! O bordado livre na máquina de costura é muito divertido porque é rápido e versátil… mas é preciso muita prática e uma máquina com velocidade moderada (a minha é um portento da velocidade). Saiu bem.. não perfeito (o que eu poderia falar sobre as minhas imperfeições… ) . Mas como é que ia inventar um trava-línguas se não tivesse esta dor? Afinal, foi a imperfeição que me pôs a reflectir sobre o Sal e o Sol.

Embalagens: Barato ou Sustentável?

 

Artesãos, artistas, vendedores, merceeiros, peixeiros… o que querem, mesmo, é vender o seu peixe! Mas entre a venda e a entrega há um problema material/físico na transacção. Na maioria das vezes…  é preciso embalar (coisa que nunca me afectou a vida de actriz! ahahah! nunca precisei de embalar um espectáculo!!… desculpem.. off topic! ) É um custo completamente secundário ao produto e que não vai ter qualquer outro uso se não naquele momento. Mas não tem de ser assim! Já não pode ser assim, não é?

Só que… é tão mais barato embalar com futuro lixo que só mesmo alguém muito consciente do lugar do universo em que está é que opta pela solução sustentável.

Acabei de fazer 50 saquinhos em linho e algodão para os sabonetes 100% naturais da Liliana da Sinergia Essencial. É um trabalho que só me dá prazer no princípio, em que estou a criar uma solução para o pedido; e no final, quando tenho a obra concluída e  nem me acredito que sobrevivi. AHAHA! Estou a exagerar, mas a execução tão repetitiva torna-se enfadonha, confesso! A compensação? O prazer de fazer muito mais do que uma embalagem. São saquinhos… nada de mais, mas que servem para muito mais! Quem compra um produto à Liliana, tem sempre garantido um segundo artigo! É o compra um, leva dois em bem!

Estes são redondinhos para os sabonetes, mas a Liliana Macedo (yeah!  Macedo… é mesmo isso que estão a pensar… ou quase!) já tinha encomendado outros rectangulares para os colares da Cria Âmbar, um outro projecto dela. E, na altura, contra o aborrecimento… fartei-me de inventar: quase que os fazia todos diferentes!

rectangulares 1

Que lhe ficaram caros… ficaram! Mas ela é “maluquinha”!

Querem saber ao que se dedica esta pessoa de pegada pluma? Aqui ficam os dois projectos para os quais trabalhei em modo bulk a fazer saquinhos e mais saquinhos muito fofinhos:

cria âmbar page

Na Cria Âmbar encontra produtos artesanais de origem natural dirigidos, essencialmente, a bebés e crianças com carácter medicinal como são os colares de âmbar que ajudam a aliviar os sintomas associados com a dentição do bebé: dor, febre, inchaço das gengivas, bochechas vermelhas, e até infeções de ouvidos ou assaduras. Veja como funcionam. Até eu tenho um e não sou bebé. Os colares e pulseiras de âmbar são lindos até para adultos. Veja toda a gama.

Sinergia Essencial

A Liliana tem um percurso de vida muito peculiar e diversificado. Foi na aromaterapia que encontrou a sua grande paixão e a que tem dedicado estudos profundos. É hoje Aromaterapeuta Clínica, Consultora em Saúde e Formadora. Na Sinergia Essencial pode conhecê-la melhor e ficar a par do seu trabalho com óleos essenciais, as formações que vai desenvolvendo (veja a agenda, ela anda pelo país todo) e a sua actividade como terapeuta.

 

Fazer bonito com lixo

Estojos PF 1

Quando há um ano me pus a inventar com os sacos de plástico, era aqui que eu queria chegar (pelo menos!). De lá até aqui fui investigando e procurando inspiração, mas não voltei a fundir plástico até agora. Foi uma embalagem de pêra rocha que me fez voltar a esta ideia. Era tão feia como outra qualquer, mas, por alguma razão, encontrei-lhe interesse. Enfim… qualquer coisa serve para nos motivar. Adoro pêra rocha! E detesto embalagens. Portanto, como pêras e evito embalagens e se não as posso evitar… pois há que fazer com que valham a pena. Confesso que isto é mais bonito de escrever do que fácil de, efectivamente, fazer! As pêras como-as mesmo. Mas as embalagens não as evito tanto como gostaria.
Agora já são 7 R’s a ter em conta na conta do lixo da humanidade – Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar, Recuperar, Reinventar e Reciclar. Esta casa, não é dos melhores exemplos. Nem todos puxamos esta mesma carroça. Mas… cá vou eu … ora puxo, ora empurro! Ando a Re-criar.

Tenho pena que no entusiasmo do trabalho não tenha tirado fotografias ao lixo que deu origem aos dois estojos que aqui apresento. (Ainda fiz duas bolsinhas porta-cartões… funcionam bem, mas não gostei muito do resultado final. )

E cá está o que deu origem a embalagem de pêras. São várias camadas de sacas plásticas fundidas formando um material bem resistente. Um estojo/porta-lápis. Aquelas pintinhas cor-de-laranja são de uma embalagem de arroz. Uma tímida experiência de colagem. Resultou, para a próxima vou fazer colagens com mais convicção.

E este estojo cor-de-laranja… veio de uma embalagem plástica de papel higiénico. (adoro esta confissão! É que ficou mesmo bonitinho!).

Isto não vai salvar o planeta, já se sabe. Nem sequer salva a minha consciência. É uma nano-ajuda. É uma sugestão, uma ideia. Mais uma opção. Que se repita, que inspire. Tranformar. Mudar é preciso. Re-inventar o nosso viver. Fazer bonito mesmo com lixo já que é em quantidades tão gratuitas!

12 imagens para recordar 2017

2017. parece ter sido um ano de fim de ciclo. mas aqui só cabem os momentos felizes. para que a ilusão de vida perfeita seja eternizada.
Foi um ano de Anamé (serão todos para todo o sempre) e de A Naïf. Uma vida lenta.

“O que não aconteceu, nunca esteve para acontecer, e o que aconteceu, nunca esteve para não acontecer.”

Teixeira de Pascoaes

 

Casaco Marinho

Já lhe disse, eu já lhe disse! Se continua a crescer a este ritmo… vai ficar maior que eu!!! Não é difícil, está bem, mas quero dizer… Muito maior! Os casacos já vão na meia manga, as calças na meia perna as camisolas na meia barriga. A largura está óptima! Parece um espargo!

Era para ser prenda de Natal, mas a urgência de um casaco que não estivesse já a caminho de um crianço mais pequeno fez com que o Natal fosse mesmo agora. Afinal, já é Natal desde o mês passado pelas montras dos casacos e de tudo o mais que se pode comprar! Aqui não, comigo só se compra se não der para se fazer (bom… ainda é não completamente assim, mas é por aí que vou).

O casaco é um modelo do livro FU-KO basics (Heart Warmings Life Series) que arrisquei fazer num tecido bem mais quente. Acho que resultou muito bem. Não sei bem que tecido é este… parece uma malha de lã mas sem elasticidade. Leve mas muito grosso, fácil de cortar mas não tanto para costurar. Ou melhor, a minha doçura de máquina de costura continua a dar provas de que precisa mesmo de ser substituída por uma máquina mais capaz. Ela lá vai fazendo tudinho… mas de-va-ga-riiii-nho, umas tantas agulhas tortas e linhas enredadas.

Para os pormenores usei o restinho de uma capulana que sobrou do trabalho anterior (ainda o vou mostrar! haja tempo! ou vão ao insta que está lá!) de cor azul marinho mesmo a combinar, para os viés, bolsos e atilhos. São pormenores muito discretos mas encantadores. Acabei por fazer um lacinho para enfeitar (a capulana merecia mais exposição!)

Nas fotos o casaco já tinha sido estreado (e de que maneira!) com sucesso! Aqui fica um registo em cenário doméstico. Como o modelo é bastante aberto nos ombros e largura não é o forte da Anamé fiz ainda um cachecol tipo tubo com um malha que para aqui tinha para proteger o pescoço. (Tenho de fazer mais, é um projecto super simples e prático. E esta malha é fria, tenho de fazer um mais quentinho).

E ontem, deu-me para remendar roupa… já era um belo monte! Estas calcetas levaram um remendo para que ninguém duvide de que estão mesmo remendadas ahahah!! Mas esta manhã a crise instalou-se… a Ana adorou as calças … só que, elas ficaram tanto tempo na caixa de roupa para remendar que … já lhe ficam a meio da perna! – Tira as calças ! – Não! – Apanhas frio nas pernas! – Não! – Está frio, Ana! – Não! Eu puxo as meias para cima. – Ai! Qu’órror! Espera!… e calça-te!!

Ainda de pijama, em jejum, meia cegueta, peguei numas meias velhas minhas, cortei-lhes os pés e fiz-lhe uns plainitos. Pronto! Da miséria nasceu um tesouro. Lá foi ela toda lampeira!

Divaganços sobre “craftivismo”: do protesto sussurrado e feito à mão

Uma porta a abrir-se. Um convite a entrar em mais um mundo.
Obrigada à Ana Torradinhas!
2018 vai ser um ano especial. Parece-me!

Colectivo Metamorfilia

Mini-banner Craftivismo Provérbio Indígena

Se queremos que o nosso mundo seja mais belo, gentil e justo, o nosso activismo não deveria ser também ele mais belo, gentil e justo…?

Sarah P. Corbett, autora de How to be a Craftivist: The art of gentle protest, e fundadora do Craftivist Collective

Estou cansada de gritos. Não estão também? Faz falta gritar, mas depois… o que se faz com essa raiva, essa revolta, essa indignação e pura irritação? Desesperar…? Também mas não só. Também faz falta, mas não pode ser um fim em si mesmo, antes um meio para despoletar a acção e não só uma reacção.

Este foi um Verão atípico. Um Verão que começou cedo demais e teima em não terminar para dar lugar a um Outono digno desse nome, e um Verão que foi marcado não tanto por descontracção, descanso, passeio e tempo em família, embora também tenha havido momentos assim. Foi um…

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